quarta-feira, 20 de julho de 2011

CASAMENTO


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu
segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se
sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu
tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei

o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e
simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela
jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não
conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo
para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória
para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu

simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de
divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha
empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A

mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim.
Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria
atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou
a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado
enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas
finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei
sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi
imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada
à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela
não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela

pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma

mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus

exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se
bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais.
Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no

dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a
carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela
estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus
próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela

riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo
condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e
aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia

muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia,
foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está
carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do
quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter
caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos

e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei

a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos

a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu
dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se
apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então
percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela
certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu
rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve
muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito
para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa
intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da
vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane,
mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa.

Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela
experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um

suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então

percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em
carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela

carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu
estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai,
está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua

mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou
nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive
que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu
objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala,
da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço.
Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu
novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de
idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu

disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa
"Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,
Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não
soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de
amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia
do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos
separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no
rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente.
Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu
comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que
eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em

meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de
flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto
onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a
vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia

algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso
filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos
proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo
menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente
contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o
dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas
não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser
amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los
próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cientista prevê o elixir anti-envelhecimento


Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer. Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas da longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para "curar" o envelhecimento - extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente. "Eu diria que temos uma chance de 50% de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos", disse De Grey numa entrevista antes de proferir uma palestra no Britain's Royal Institution, uma academia britânica de ciências. "E por 'decisivo' quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje", acrescentou. De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma "manutenção" regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas. Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. "A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o danos molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico", explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de "Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível"), com sede na Califórnia. Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá 1 milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030. Só no Japão já há mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos. Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade. As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de 20 mil dólares para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são "tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado". Ninguém levou a bolada. O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de "pseudociência". Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens "existe em um meio termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar."

terça-feira, 24 de maio de 2011

O que é o verdadeiro amor



Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.

Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga,

em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.

O mestre disse que respeitava suas opiniões, mas lhes contou a seguinte história:

- Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia a escada para preparar o café e sofreu um enfarte.

Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando, a levou até à caminhonete.

Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.

Durante o Velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou.

Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.

Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo,passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:

- "Meus filhos, foram 55 bons anos...

Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é o compartilhar a vida com alguém por tanto tempo" .

- Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou :

- "Ela e eu tivemos juntos muitas crises.

Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.

Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam.

Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros...

Filhos, agora ela se foi e eu estou contente.

E vocês sabem por quê?

Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida.

Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso.

Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim..."

Quando meu pai terminou de falar, meus irmão e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo :

- "Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa."

E por fim o professor concluiu :

- Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor.

Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com erotismo,

mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.'

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.

Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.

O verdadeiro AMOR se revela nos pequenos gestos,

no dia a dia e por todos os dias.

O verdadeiro AMOR não é egoísta, nem é presunçoso,

nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

"QUEM CAMINHA SOZINHO PODE ATÉ CHEGAR MAIS RÁPIDO,

MAS AQUELE QUE VAI ACOMPANHADO,

COM CERTEZA CHEGARÁ MAIS LONGE."

domingo, 15 de maio de 2011

Ando devagar porque já tive pressa...


Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Composição : Almir Sater e Renato Teixeira


domingo, 24 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011


A CIÊNCIA DA LONGEVIDADE – DR. GARY SMALL

Com base em pesquisas próprias realizad
as em seus laboratórios e nos avanços científicos das últimas 4 décadas, o Dr. Gary Small - Professor de Psiquiatria, Diretor da UCLA Center on Aging at The Semel Institute for Neurocience & Humam Behavior, Membro Titular do Herbalife Nutrition Institute e Autor best-seller - nos ensina como envelhecer de forma saudável. Com um conjunto de orientações simples e práticas, baseadas em nutrição equilibrada, atitudes positivas, liberação do estresse e exercícios direcionados para a mente e o corpo, ele nos propõe uma estratégia poderosa para atingirmos um estado de harmonia entre cérebro, emoções e corpo para ganharmos longevidade com qualidade.

Livraria Cultura: http://bit.ly/eTaCEL

quarta-feira, 30 de março de 2011

Uma nova vida na Maturidade


Vida nova na terceira idade: ela é modelo e desfila de lingerie

Jeanette lutou contra um câncer de mama há 6 anos e venceu a doença. Hoje tem rotina de modelo e vida social intensa

Nem sempre as heranças são boas, especialmente se estiverem relacionadas a doenças. A advogada Jeanette Polmon, 65, entendeu o recado e quebrou um ciclo que se arrastava na família: sua mãe morreu aos 65 anos de câncer de mama e tias sofreram do mesmo problema. Com 59 anos, descobriu que era a bola da vez. E, como se pode imaginar, enfrentou uma barra.

“Eu trabalhava no Ministério da Saúde e tive o resultado do exame no dia do aniversário de um ano da minha neta, foi um drama”, conta. “Operei, fiz radioterapia e todo acompanhamento médico necessário. A ficha caiu quando a terapia acabou porque tinha parado de trabalhar, e então me via em casa sem fazer nada”. Apenas quatro meses depois da operação, no entanto, teria muita coisa para pensar. Passeando com o marido, foi parada por uma socialite.

"Ela me perguntou se eu já tinha sido manequim e eu respondi que não”, conta. “Ela insistiu, disse que eu era alta, que eu deveria fazer um curso”. Jeanette não levou o papo muito a sério, mas entregou seu telefone. Após quatro meses, a secretária de Eduardo Araujo, professor de modelos e manequins da maturidade e produtor visual, entrou em contato porque um curso teria início e gostariam de saber se ela tinha interesse em participar. “Fui e me identifiquei muito com ele e com as alunas. Fiquei tão deslumbrada, tão feliz. Logo no primeiro desfile já me chamaram para outros!”. Depois de ter passado o que passou, a experiência levantou sua autoestima de forma significativa. “Fiz outro curso com ele, e as solicitações para eu desfilar foram aumentando, até que fui eleita a Rainha da Maturidade”.

Marido orgulhoso Olhando para Jeanette hoje, é possível pensar que ela sempre foi vaidosa porque exibe uma pele de causar inveja a muita gente jovem. Mas, na verdade, esta consciência chegou realmente depois dos 60. “Não me achava feia, mas nunca atinei que chegaria na idade que estou com pessoas me parando na rua para dizer que sou bonita. Às vezes estou em uma loja, no mercado, e as pessoas perguntam se eu fui manequim. Eu falo que não fui, mas que sou”, brinca ela. “A gente quando é moça não dá muito valor para a beleza natural. Há uma rotina e a ficha cai apenas com 55, 60 anos, quando passamos a nos cuidar mais”. Hoje a nova profissão exige que ela se arrume, mantenha a unha, o cabelo, pele e corpo em ordem.

Para Jeanette, este tipo de experiência é capaz de prolongar a vida. “Fiz amizades maravilhosas que eu nem imaginava fazer com mais idade, amizades leais, sinceras”, vibra a modelo, cuja vida social vai muito além dos desfiles que realiza. “Viajamos muito. Já não tenho tempo para mais nada”. O marido aplaude, sim senhor. Mesmo quando ela desfila de lingerie, body ou roupa decotada.

Para ela, o segredo e a beleza de tudo está no astral. “As mulheres não podem desistir. A vida é linda. Você deve sorrir para tudo porque sempre tem alguma coisa no ar que vai pintar para animar, levantar você, te fazer feliz”, ressalta. “É importante sempre estar fazendo o bem, desejando o bem, porque com isso você recebe o dobro. É gratificante”.