quarta-feira, 30 de março de 2011

Uma nova vida na Maturidade


Vida nova na terceira idade: ela é modelo e desfila de lingerie

Jeanette lutou contra um câncer de mama há 6 anos e venceu a doença. Hoje tem rotina de modelo e vida social intensa

Nem sempre as heranças são boas, especialmente se estiverem relacionadas a doenças. A advogada Jeanette Polmon, 65, entendeu o recado e quebrou um ciclo que se arrastava na família: sua mãe morreu aos 65 anos de câncer de mama e tias sofreram do mesmo problema. Com 59 anos, descobriu que era a bola da vez. E, como se pode imaginar, enfrentou uma barra.

“Eu trabalhava no Ministério da Saúde e tive o resultado do exame no dia do aniversário de um ano da minha neta, foi um drama”, conta. “Operei, fiz radioterapia e todo acompanhamento médico necessário. A ficha caiu quando a terapia acabou porque tinha parado de trabalhar, e então me via em casa sem fazer nada”. Apenas quatro meses depois da operação, no entanto, teria muita coisa para pensar. Passeando com o marido, foi parada por uma socialite.

"Ela me perguntou se eu já tinha sido manequim e eu respondi que não”, conta. “Ela insistiu, disse que eu era alta, que eu deveria fazer um curso”. Jeanette não levou o papo muito a sério, mas entregou seu telefone. Após quatro meses, a secretária de Eduardo Araujo, professor de modelos e manequins da maturidade e produtor visual, entrou em contato porque um curso teria início e gostariam de saber se ela tinha interesse em participar. “Fui e me identifiquei muito com ele e com as alunas. Fiquei tão deslumbrada, tão feliz. Logo no primeiro desfile já me chamaram para outros!”. Depois de ter passado o que passou, a experiência levantou sua autoestima de forma significativa. “Fiz outro curso com ele, e as solicitações para eu desfilar foram aumentando, até que fui eleita a Rainha da Maturidade”.

Marido orgulhoso Olhando para Jeanette hoje, é possível pensar que ela sempre foi vaidosa porque exibe uma pele de causar inveja a muita gente jovem. Mas, na verdade, esta consciência chegou realmente depois dos 60. “Não me achava feia, mas nunca atinei que chegaria na idade que estou com pessoas me parando na rua para dizer que sou bonita. Às vezes estou em uma loja, no mercado, e as pessoas perguntam se eu fui manequim. Eu falo que não fui, mas que sou”, brinca ela. “A gente quando é moça não dá muito valor para a beleza natural. Há uma rotina e a ficha cai apenas com 55, 60 anos, quando passamos a nos cuidar mais”. Hoje a nova profissão exige que ela se arrume, mantenha a unha, o cabelo, pele e corpo em ordem.

Para Jeanette, este tipo de experiência é capaz de prolongar a vida. “Fiz amizades maravilhosas que eu nem imaginava fazer com mais idade, amizades leais, sinceras”, vibra a modelo, cuja vida social vai muito além dos desfiles que realiza. “Viajamos muito. Já não tenho tempo para mais nada”. O marido aplaude, sim senhor. Mesmo quando ela desfila de lingerie, body ou roupa decotada.

Para ela, o segredo e a beleza de tudo está no astral. “As mulheres não podem desistir. A vida é linda. Você deve sorrir para tudo porque sempre tem alguma coisa no ar que vai pintar para animar, levantar você, te fazer feliz”, ressalta. “É importante sempre estar fazendo o bem, desejando o bem, porque com isso você recebe o dobro. É gratificante”.


domingo, 20 de março de 2011

Meu corpo está mudando. O que fazer?
















Se você quer viver muito, prepare-se pois só existe uma forma: envelhecendo.

E, se você quer envelhecer, é bom estar ciente de que seu corpo vai mudar e você pode modificar esse processo para melhor ou para pior, dependendo do seu estilo de vida.
Manter uma aparência externa mais jovem nem sempre significa que suas funções orgânicas estão sendo preservadas. É preciso cuidar do corpo como um todo.

Segundo a Dra Elisa Franco de Assis Costa e Dra Silvia Regina Mendes Pereira, especialistas em geriatria, é preciso que todos comecem a se cuidar desde jovens para evitar ou, pelo menos, retardar o aparecimento de doenças crônico-degenerativas.
Fonte: LILACS - autor: Costa, Eliza Franco de Assis; Pereira, Sílvia Regina Mendes.Título: Meu corpo está mudando: o que fazer? / My body is changing: what do I do?

Um fenômeno biopsicossocial, ou seja em todos os domínios da vida ocorrem modificações e a adaptação a tudo isso pode e deve ser feita de forma natural e bem aceita quando buscamos informações e colocamos em prática o que é recomendado por profissionais da área da saúde e humanidade.

Algumas sugestões de livros para enriquecer nosso conhecimento:

Como e porque envelhecemos. Hayfliyck, Leonard.Rio de Janeiro: Campus,1996
Fique mais jovem a cada ano. Henry S. Lodge, Chris Crowley
Promoção da Saúde na terceira idade. Goldenberg, José
Envelhecer com Saúde. Alyda Christina Sauer

Consulte sempre um especialista:
Rosmeire Paixão - Profissional de Ed. Física, Saúde, Bem Estar e Envelhecimento Saudável
Atualmente cursando Gerontologia pela USP

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Atividades Físicas em Função da Idade

Dê mais Vida aos anos...
Durante o processo do envelhecimento temos alterações fisiológicas e em nossas capacidades físicas:

- Redução da força.
- Redução do volume muscular.
- Aumento do tecido não contrátil (gordura e tecido conectivo) no músculo.
- Redução na área de secção transversa do músculo esquelético, tem início aos 25 anos e se torna mais pronunciada a partir da 5 década de vida.
- As fibras tipo II, com o envelhecimento, reduzem em tamanho enquanto que as fibras do tipo I permanecem praticamente inalteradas.
- A redução da área de secção transversa do músculo também se dá às custas da redução do número de fibras ao longo do processo de envelhecimento.
- O envelhecimento parece provocar redução no número tanto de fibras do tipo I como do tipo II.
- Com o envelhecimento ocorre também uma redução no número de unidades motoras. Esse fenômeno parece ser resultante da perda de neurônios motores alfa da medula espinhal com subseqüente degeneração de seus neurônios em contra partida as unidades motoras remanescentes aumentam de tamanho.
- Capacidade reduzida no idoso em gerar força em alta velocidade (potência).
- Vários estudos têm relacionado a redução da força muscular a uma maior suscetibilidade a quedas, fraturas e dependência do idoso.
- Parte da redução da capacidade aeróbia (50%) no idoso tem sido atribuída a sua perda de massa muscular.

Como se exercitar?

Para a elaboração de um programa de atividade física e prescrição de exercícios para a terceira idade é necessário a observação de alguns parâmetros prévios:

Buscar a associação dos fatores:

OBJETIVOS ALMEJADOS

Geralmente relacionados:
Ao aumento da autonomia e sensação de bem-estar
Melhora do condicionamento cardiovascular
Aumento da força muscular
Manutenção ou desenvolvimento da flexibilidade, coordenação e equilíbrio
Incentivo ao contato social e o prazer pela vida
Controle de peso e nutricional
Promoção do relaxamento
Diminuição da ansiedade, insônia e depressão
Manutenção do libido e do vigor sexual

NECESSIDADES ESPECIAIS (VESTUÁRIO, ACESSÓRIOS...)

ESTADO DE SAÚDE

NÍVEL DE CONDICIONAMENTO PRÉVIO

ATIVIDADE FÍSICA SUGERIDA

EQUIPAMENTOS A SEREM UTILIZADOS

INSTALAÇÕES DISPONÍVEIS (CUIDADO COM OBSTÁCULOS,VIAS DE ACESSO, TEMPERATURA AMBIENTE )

Quanto a limitações no quadro de saúde - sempre é necessário observar a existência de patologias associadas (diabetes,obesidade, hipertensão arterial...) pois é comum o idoso apresentar mais de uma patologia, bem como os efeitos da medicação em uso com atividade física e sempre que possível o intercâmbio de informações na evolução do programa de atividade física com o médico responsável.

Quanto aos objetivos - na elaboração do programa sempre que possível tente buscar uma visão holística do idoso com a melhoria da capacidade física, e ao mesmo tempo maximizar o contato social e redução dos problemas psicológicos e estímulos a suas funções cognitivas.

Atividades Sugeridas - aeróbias de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica, dança, trabalhos resistidos como a ginástica localizada, musculação e trabalhos com alongamento buscando a manutenção da flexibilidade bem como a mobilidade e se possível em grupos.

Observar as limitações funcionais ao Treinamento Físico:

- Redução da capacidade cardio - respiratória.
- Redução da habilidade de desempenhar exercícios em intensidades moderas e intensas.
- Diminuição da capacidade de adaptação e de recuperação de estímulos exógenos.
- Redução da adaptabilidade ao treinamento físico.
- Fraqueza muscular e aumento da sensação de fadiga.
- Problemas degenerativos de ossos, tendões e articulações.
- Maior suscetibilidade à dor muscular e lesões.
- Diminuição do equilíbrio e coordenação neuromuscular.
- Diminuição da visão e da audição.

Diretrizes e documentos oficiais sobre a prescrição da atividade física para idosos:

The Heidelberg Guidelines for Promotiny Physical Activity Among Older Persons - 1996 (Texto em Inglês)

Exercise and Physical Activity for Older Adults - ACMS - Position Stand - 1998 (Texto em Inglês)
Texto Traduzido - Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde - volume 3 número 1 - 1998 ( Exercício e atividade física para pessoas idosas - Posicionamento Oficial do American College of Sports Medicine - ACMS)

Atividade Física e Saúde no Idoso - Posição oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - 1999

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Carreira 419 - Gerontologia-USP



Acabei de ver o resultado final da fuvest e meu nome estava lá:

FUVEST 2011 Convocados para a Primeira Matrícula

CARREIRA 419-Gerontologia-USP

4608920 - ROSMEIRE APARECIDA PAIXAO F DE OLIVEIRA

Acho que estou no caminho certo!

Serei uma aluna de 47 anos no curso de gerontologia.
Espero servir de incentivo à categoria de gerontólogos.



Agradeço a DEUS pela oportunidade que me foi concedida.

Rosmeire Paixão - Personal Trainer
www.vivaemplenaforma.com.br
Existe uma ciencia inteira para cuidar do seu exercício e boa forma

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ritmo da caminhada pode aumentar longevidade


Velocidade dos passos dá resultados especialmente após os 75 anos.
Pesquisa é tema da edição desta semana da publicação médica Jama.

A velocidade dos passos pode garantir uma vida mais longa, segundo revela pesquisa realizada nos Estados Unidos entre pessoas de idade avançada, divulgada na edição desta quarta-feira (5) da publicação médica "Jama". A análise foi feita por uma equipe da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, reunindo dados de nove estudos anteriores.
Os dados foram coletados entre 1986 e 2000 e contaram com informações de 34.485 pessoas acima de 65 anos, com taxas de velocidade de caminhada analisadas por, no mínimo, seis anos e, no máximo, 21 anos. Do total, 79,8% eram brancos e 59,6% eram mulheres. A média de idade foi de 73,5 anos.
A velocidade média desenvolvida pelos participantes foi de 0,92 metros por segundo. O monitoramento levou em conta distâncias percorridas de 2 a 6 metros. No decorrer da pesquisa, 17.528 morreram, mas à medida que os idosos se aproximavam dos 75 anos de idade, a influência da rapidez do andar começaram a aparecer.
Durante os primeiros cinco anos da pesquisa, 84,8% dos participantes sobreviveram. Após 10 anos, o valor caiu para 59,7%. Segundos os estudiosos, a influência da caminhada foi observada em ambos os sexos. Após 10 anos de monitoramento, conforme a velocidade média aumentava, a chance de sobrevivência ia de 19% para 87% em homens; e de 35% até 91% para mulheres.
Liderados por Stephanie Studenski, os pesquisadores afirmam que a análise da expectativa de vida com base apenas em dados de idade e sexo oferecem informações limitadas, já que a sobrevivência também é afetada pelo modo como a vida de pessoa é levado.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MUDANÇAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS ASSOCIADAS À IDADE


Veja os principais efeitos da idade sobre o organismo


Sistema Mudanças estruturais Mudanças funcionais
CARDIOVASCULAR - Redução do tempo de relaxamento e da complacência do miocárdio - Aumento da pressão arterial- Redução do fluxo sanguíneo ao músculo esquelético- Menor volume de ejeção

MUSCULAR - Diminuição do tamanho da fibra muscular- Redução do número de unidades motoras- Sarcopenia - Diminuição da força, velocidade e potência- Limitação funcional nas atividades da vida diária e atividades intermediárias da vida diária- Aumento do tempo de tensão

ENDÓCRINO - Falha na regulação da homeostasia - Aumento nos níveis de insulina- Redução da sensibilidade a insulina- Redução dos níveis de GH e IGF-1- Redução dos níveis de testosterona.

NERVOSO - Redução do tecido cerebral (10% entre os 30 e 90 anos)- Diminuição de certas enzimas, receptores e neurotransmissores- Desmielinização - Diminuição da taxa de condução nervosa- Diminuição de controle do sistema postural e reflexos posturais- Redução da capacidade coordenativa.

ESQUELÉTICO - Redução da massa óssea- Redução da cartilagem que cobre as extremidades ósseas - Osteoporose e aumento no risco de quedas- Osteoartrite e dor ao movimentar-se.

COMPOSIÇÃO CORPORAL (não classificado como sistema) - Redução absoluta e relativa da massa magra- Aumento da massa gorda e % GC (Percentual de gordura corporal) principalmente na região central do corpo - Redução do metabolismo basal- Aumento do risco de obesidade e doenças crônicas.

Ainda, segundo a literatura, temos 3 tipos de envelhecimento:

- Normal ou eugênico: que se refere ao envelhecimento e suas alterações funcionais que não são resultados de doenças;

- Patológico ou patogêncio: Que se refere aos efeitos da idade resultantes de perturbações ambientais, mutações genéticas e acidentes da natureza;

- Ótimo: preservação da capacidade funcional e da qualidade de vida.

Dessa forma, as estratégias para o envelhecimento saudável devem ser estimuladas e incluem a prática regular de exercícios que estimulem a força, potência, o condicionamento físico, a flexibilidade e o equilíbrio. Só para termos uma idéia da importância desses tipos de exercícios, 35% de mortes prematuras poderiam ser evitadas se as pessoas se exercitassem com regularidade e se alimentassem com mais qualidade.

INFORMAÇÕES RETIRADAS DO ARTIGO

GEITHNER CA, McKENNEY, DR. Strategies for aging well. National Strength and Conditioning Association. 32(5): 36-52, 2010