quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O profissional da Educação Física é um transformador de vidas, e no que diz respeito a essa fase da vida que todos nós almejamos chegar, conseguimos de forma eficiente trazer os maiores benefícios a saúde por meio das atividades físicas.


Em 2025, o Brasil terá mais de 33 milhões de idosos, o que leva o país a ocupar o 6º lugar no ranking mundial de população idosa.

A MATURIDADE NÃO SIGNIFICA DECADENCIA

A verdadeira Fonte da Juventude

Idoso. 

A palavra, muitas vezes, remete a maioria das pessoas à proximidade do fim. Porém, o que muitas delas não sabem é que a população idosa vivencia um processo evolutivo e progressista há alguns anos. O idoso que não saía de casa para cuidar do neto e ficar vendo TV não é mais a maioria na sociedade. Agora, o idoso é consciente, esclarecido, proativo, participativo, flexível e adaptável. Diferente daqueles idosos sedentários da década de 70, que reclamavam frequentemente de lordose, cifose e escoliose, os idosos do século 21 são dançarinos, viajantes, atletas e praticantes de caminhada. Aquele idoso que tinha osteoporose e ficava com medo de agravar o problema ao praticar atividade física, hoje em dia tem consciência das graves consequências se não optar pela qualidade de vida. Hoje, é possível encontrar alunos de 90 anos, totalmente conscientes nas academias. “Hoje em dia, o idoso acredita muito mais no potencial dele. 
FISOLOGIA DO IDOSO: Ao longo da vida, passamos por um processo fisiológico irreversível, ou seja, após se iniciar o declínio dos sistemas fisiológicos no corpo não há como obter uma reversão dos mesmos, mas com a atividade física pode-se amenizar a velocidade com que se processam as modificações nos sistemas.
E com todas essas alterações, as pessoas de mais idade sofrem bastante, ocorrendo ainda restrições quanto a sua capacidade de locomoção, o que pode implicar em quedas e dificuldades na realização de atividades da vida diária, levando a total incapacidade funcional.
É Preciso MUDAR velhos HÁBITOS e desenvolver NOVAS HABILIDADES, precisa ELIMINAR velhas crenças, MEDOS, DEPRESSÃO e ESTRESSE.

Benefícios da atividade física na terceira idade e envelhecimento biológico

Dessa forma, é de suma importância praticar atividade física, para que haja uma manutenção efetiva dos sistemas garantindo assim o bem-estar e a qualidade de vida do idoso, vindo contribuir para um envelhecimento bem-sucedido e amenizando os efeitos mais severos dessa fase da vida.

Dentre os benefícios da atividade física na terceira idade temos a melhoria do bem-estar geral, a melhora da condição da saúde física e mais importante, a preservação da independência, lembrando que a atividade física é uma das intervenções mais eficientes quanto à melhora da qualidade de vida dos idosos, pois auxilia no controle das mudanças ocorridas pelo processo de envelhecimento, promovendo a independência e autonomia nas atividades do cotidiano.

Assim é importante conscientizar que a atividade física na terceira idade é muito importante para a rotina dos idosos, pois colabora com sua saúde, agindo sobre o envelhecimento, e evitando muitas vezes a sua limitação funcional.

Torna-se importante realizar a atividade física, que sem dúvida age diretamente na esfera biológica do envelhecimento, trazendo benefícios aos sistemas que se comprometem na terceira idade, dentre esses se pode citar o controle da pressão arterial, a melhora da capacidade cardiovascular, respiratória, amplitude da mobilidade, menor risco de doenças, e a prevenção de alguns tipos de câncer.

A atividade física é uma das intervenções mais eficientes quanto à melhora da qualidade de vida dos idosos, pois auxilia no controle das mudanças ocorridas pelo processo de envelhecimento promovendo a independência e autonomia nas atividades do cotidiano, o que para o idoso é de suma importância, trazendo para sua vida benefícios além da saúde, voltadas para o seu aspecto social e psicológico.

O principal benefício que a atividade física promove no envelhecimento biológico é a manutenção da capacidade funcional, promovendo maior manutenção dos sistemas fisiológicos por um tempo maior, e evitando seu rápido declínio.

Dessa forma, aplicar a atividade física aos idosos é sem dúvida de grande valia, pois ao conceder às pessoas idosas a oportunidade de independência mantendo suas capacidades de realizar atividades cotidianas sem o auxílio de outras pessoas por um tempo maior, mantendo-os em evidência na sociedade, tornando-os mais proveitosos aos olhos de todos, é também um presente a nós profissionais.

Assim, construir uma rotina de prática de atividade física na terceira idade faz com que promova benefícios na de sua qualidade de vida, trazendo vigor, energia e demonstrando que o exercício físico é um remédio, literalmente, haja vista que diminui o risco de doenças ou condições crônico-degenerativas associadas aos baixos níveis de atividade física.

Dessa maneira observa-se quão importante se faz a atividade física na terceira idade, pois se tem os meios de tornar mais lento o processo de envelhecimento, trazendo consigo boas e novas perspectivas aos idosos, criando um clima descontraído em suas vidas e proporcionando-lhes uma maior disposição para o dia-a-dia.
Fator psicológico

Ainda na busca de um entendimento acerca do envelhecimento, devemos buscar mais explicações para este processo, assim além do fator biológico que compõe o envelhecimento tem-se o fator psicológico.

Pode-se muitas vezes pensar em como a Educação Física se preocupa com os aspectos psicológicos do envelhecimento? Isso se responde facilmente, pois em nossa área temos uma gama de meios para se alcançar a melhoria do bem-estar do ser humano, e quanto ao envelhecimento psicológico podemos utilizar as atividades recreativas.

Antes, o envelhecimento era considerado e visto apenas como processo biológico, pois era analisado somente o declínio do corpo, no início do século XX passou a ser visto também sob um aspecto psicológico, com isso ficou claro que com as transformações ocorridas pelo processo do envelhecimento as pessoas apresentavam mudanças de comportamento, papéis, valores e crenças.

Ao analisar abordagens do envelhecimento psicológico, tem-se que o fator primordial para o trabalho com o idoso prega que o ambiente tem um papel importante, assim, deve-se promover um ambiente agradável para que o idoso não sinta descrença, hostilidade e insegurança, gerando impotência ou mesmo revolta, agressividade, desespero e destruição, o que afeta mais ainda o envelhecimento psicológico.

Com base nisso, a inserção de atividades recreativas compreende todas as atividades espontâneas, prazerosas e criadoras que o indivíduo busca para melhor ocupar seu tempo livre, pois muitos idosos tem a maior parte do seu tempo ocioso, então a recreação é grande aliada na composição de atitudes mais felizes junto aos idosos, e melhor, auxiliam no combate ao envelhecimento psicológico.

É importante incentivar o uso da recreação para os idosos, porque a recreação permite um combate ao aborrecimento, estabelece novos contatos, incentiva o gosto pela ação e compensa a falta de atividade profissional, sendo uma forma de evitar um pouco da irritação que muitas vezes toma os idosos ociosos.

A recreação colabora por ser uma alternativa de adaptação às mudanças e perdas da velhice, e com danças, jogos e brincadeiras, esta alternativa pode fazer com que os idosos criem novos hábitos, tornem-se mais motivados às atividades diárias e modifiquem seu modo de pensar acerca da sociedade como um todo.

Assim, auxiliar o idoso nesta fase é muito importante, e inserir regularmente na vida dos idosos programas de exercícios ajuda a retardar a deterioração física que ocorre com o passar dos anos e a inatividade, e quanto às atividades de recreação, estas têm demonstrado ser de muita ajuda para as pessoas de idade avançada ao experimentar sentido de união com outros, melhor autoestima, comunicação e ajuda ao bem-estar físico em geral.

Portanto, a recreação é chave para ressocializar e para motivar o idoso, para que este possa viver em um potencial máximo quanto as suas capacidades, tornando-o independente psicologicamente, preservando sua memória e lembrando sempre de seu belo papel na sociedade.
Qualidade de vida

Com base no que já foi dito, a ênfase se dá na questão da importância que tem a prática de atividades tanto físicas como recreativas na Terceira Idade, em busca de um envelhecimento menos carregado de doenças, dores, quedas e tristeza, com isso chegamos a questão da qualidade de vida para os idosos, o que sem dúvida alguma é de responsabilidade de todos profissionais da Educação Física, não só de outras áreas como muitos pensam, mas nosso papel muitas vezes torna-se tão importante quanto outros profissionais da área da saúde.

Atualmente, tem-se comentado muito a respeito do termo “qualidade de vida”, mas suas definições podem ser interpretadas de diversas formas, mas o que vemos em comum é que qualidade de vida é estar bem tanto no aspecto psicológico quanto no físico, somando assim uma interação que faz com que nosso cotidiano seja melhor, porém para os idosos muitos fatores atrapalham para que este esteja bem com ambos os aspectos, ou seja, pode ter uma boa memória, porém seu corpo é debilitado e vice-versa.

Quando pensamos em qualidade de vida logo relacionamos as ações e atitudes que estão sendo realizadas na forma de para a nossa sociedade e para terceira idade, ou seja, alguns produzem remédios que prometem melhoras, outros inventam máquinas que fazem tudo no lugar dos humanos, e nós profissionais da Educação Física, o que fazemos?

Sem dúvida promovemos a verdadeira qualidade de vida, por meio de atividades práticas e naturais que aplicamos, observamos muitas melhoras na saúde física e mental não só dos idosos como de todos, realizando práticas em conjuntos, criando grupos para atividades, promovendo a socialização e dessa forma colaborando na busca da qualidade de vida.

Na terceira idade, a qualidade de vida se evidencia na capacidade de viver sem doenças, de superar as dificuldades dos estados ou condições de morbidade, com isso realizando nosso trabalho, podemos aliviar a dor, o mal-estar e as doenças, intervindo então sobre os problemas que podem gerar dependências e desconfortos.

Para que a qualidade de vida na terceira idade seja plena e para que o idoso seja feliz, deve-se levar em conta fatores como ter boa capacidade funcional, uma ocupação, afeição e comunicação, assim quando promovemos um grupo de atividades para a terceira idade, esses fatores são saciados, gerando contentamento ao idoso e colaborando para sua vida.

Assim, percebe-se que a prática de atividades físicas é de fundamental importância para qualidade de vida do idoso, e é de extrema importância que o idoso incorpore, em seu modo de vida hábitos saudáveis através de informações e conteúdo que sejam capazes de modificar e acrescentar atitudes favoráveis para a manutenção e prevenção de sua saúde tanto física como mental, emocional, social e espiritual.

Portanto, nós educadores físicos devemos nos empenhar de forma eficaz e efetiva para mobilização de recursos, construção e viabilização de projetos, que atinjam a meta de uma população idosa cada vez mais ativa e consequentemente com maior qualidade de vida, representando ainda o maior presente para uma pessoa na terceira idade, a Independência.
A independência

O termo independência é muito forte, refere-se a não ter dependência de algo ou alguém, sendo isso claro para todos nós.

Mas quando usamos esse termo para se referir a terceira idade torna-se mais significativo, pois, entrando nessa fase da vida as pessoas tendem a se deparar com problemas que antes não existia em sua saúde, sentem-se menos dispostas a realizar atividades cotidianas e isso leva a um grande problema que é a dependência de terceiros para realizar as tarefas que os idosos antes executavam normalmente; leva também a um problema maior que é a limitação funcional, tendo como principal responsável as quedas que comumente ocorre nessa fase da vida, levando o idoso a uma quadro de debilitação, afastando mais ainda o idoso de sua independência.

Assim, a Atividade Física na terceira idade vem sendo um grande meio para estabelecer padrões positivos na qualidade de vida, e melhor, promover a independência nessa fase que muitas vezes se torna tão árdua.

Com a atividade física o idoso poderá amenizar diversos problemas que são trazidos com a idade, poderá ter uma velhice mais tranquila realizando apenas práticas físicas adequadas à sua condição levando a diversos benefícios dentre eles o fortalecimento da sua musculatura, que irá combater o maior problema que são as quedas, pois com uma musculatura fortalecida o idoso irá obter um melhor padrão de movimento e terá maior sustentação e força, levando assim a maior independência.
Concluindo…

Deve-se lembrar de que a atividade física não trará benefícios somente a locomoção, mas também a melhora do organismo em geral, o que leva a uma completa interação entre os aspectos positivos que levam a promoção da independência, tanto aspectos ligados a parte física, como os da parte psicológica, pois quando em estado de dependência o idoso sente-se um peso para as pessoas, tomando um padrão de comportamento rude em relação às pessoas que o cercam.

Por isso, a prática física se torna tão importante nessa fase da vida, traz benefícios inúmeros para o idoso e o recoloca independente para realizar suas atividades cotidianas, o deixa mais feliz e sociável, e combate um dos grandes maus da idade que são as quedas.

Enfim, o profissional da Educação Física é um transformador de vidas, e no que diz respeito a essa fase da vida que todos nós almejamos chegar, conseguimos de forma eficiente trazer os maiores benefícios a saúde por meio das atividades físicas.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Personal Trainer Gerontológica - Uma necessidade cada vez maior



O brasileiro está vivendo mais. A expectativa de vida no Brasil chegou a 76 anos, de acordo com a projeção de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o maior desafio das atuais gerações é alcançar a longevidade com qualidade de vida. Porque, para viver muito, é preciso viver bem! Uma série de hábitos positivos pode colaborar para uma terceira idade saudável, e um deles é a prática regular de atividades físicas.
Movimentar o corpo pode auxiliar na prevenção ou tratamento de males como a depressão, diabetes, osteoporose e doenças cardíacas, além de contribuir pela melhora na qualidade de vida. Na terceira idade, em especial, quando a mobilidade e a força muscular ficam comprometidas, praticar exercícios ajuda a melhorar a resistência física e a disposição para atividades do dia a dia, além de gerar mais confiança e independência.
A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) recomenda que a prática de exercícios físicos esteja na rotina de pessoas de qualquer idade, uma vez que os exercícios vão se refletir na qualidade de vida e no envelhecimento ativo. E vale lembrar que os benefícios não são apenas físicos, mas também psicológicos e sociais, uma vez que também podem influenciar na autoestima do idoso.

Musculação

Associar exercícios aeróbicos com exercícios resistidos (musculação) também contribui positivamente para a saúde. A musculação ajudar a aumentar a força muscular e o desempenho físico geral, e como consequência, previne o avanço de limitações funcionais e ainda contribui para o alívio de dores crônicas, como a artrite. O treino ideal para cada indivíduo se exercitar com segurança, adaptado a suas possíveis limitações, deve ser desenvolvido e acompanhado por um profissional de educação física. 

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Os principais benefícios da prática de atividades físicas na terceira idade

Melhora do condicionamento físico e disposição

Melhora da qualidade do sono

Diminuição da ansiedade e do estresse

Ampliação do contato social

Controle do peso

Melhora na mobilidade e no equilíbrio

Melhora no controle da pressão arterial

Preservação dos ossos e articulações

Melhora dos quadros de dor em geral

Promoção da independência e autonomia

Melhora o humor e a sociabilização






sexta-feira, 4 de outubro de 2019

LONGEVIDADE - O LONGEVIVER DE BEM COM A VIDA

Velhice não é doença e para que seja alcançada, basta estar vivo. 

Os longevos representam, mundialmente, um mercado de US$ 15 trilhões ao ano e fazem parte de um segmento que não para de crescer. Eles são a Revolução Prateada, Silver Economy na versão globalizada, e são a terceira maior atividade econômica do mundo, formando um contingente de consumidores exigentes, criteriosos, com tendência à fidelização e com poder aquisitivo para investir em marcas, serviços, produtos e inovações. 


Acreditava-se anteriormente que o tempo máximo de vida do ser humano seria de 100 anos, mas, atualmente, considera-se 125 anos. Por outro lado, estudos tem demonstrado que o ser humano, em condições ambientais ótimas e tendo comportamentos saudáveis, pode alcançar uma expectativa de vida média de 85 anos. O aumento no tempo de vida está muito associado aos avanços da tecnologia da saúde, que diminuíram as taxas de mortalidade. 


O processo de envelhecimento, em resposta às rotinas adotadas, direciona o indivíduo para uma velhice saudável ou doentia. E assim, determina as limitações e potencialidades do velho. Como entender a existência de velhos lúcidos, ativos e participativos, enquanto a maioria se apresenta demenciada, limitada e excluída? A explicação passa pela diferença entre a idade cronológica e a idade biológica. A idade cronológica é a idade registrada nos documentos e refere-se ao número de anos contados a partir do nascimento. Já a idade biológica refere-se à qualidade da saúde. É exatamente a idade biológica que determina a qualidade de vida do indivíduo. Se ele é dependente ou independente, se é capaz de se cuidar e decidir sobre sua vida.
Os indivíduos de idade avançada, estando saudáveis, podem agregar muito onde quer que estejam. Velhice não é doença e para que seja alcançada, basta estar vivo. Porém, para vivenciá-la com dignidade, é preciso investir, planejando-a durante todas as fases anteriores da vida. Daí a importância de cada um, a cada momento: profissionais de saúde, professores, pais, avós, bisavós e a sociedade em geral.

A importância da musculacão para a saúde na longevidade? 

- Para uma vida funcional independente. 

Ao longo desse processo entramos num estágio de sarcopenia (perda da massa muscular), comprometendo a nossa saúde e autonomia. A realização de musculação apenas 2x na semana, pode reverter esse quadro, trazendo benefícios na nossa qualidade de vida, ganho de massa muscular, melhor qualidade de sono, diminuição do percentual de gordura, melhora a densidade óssea prevenindo osteoporose. Além de prevenção e controle de doenças como diabetes tipo II hipertensão e depressão. A prática da musculação não existe restrição de idade, classe, sexo ou condição física atual. Basta ser acompanhada por profissionais qualificados e orientadas por educador físico, pois existe toda uma ciėncia atras do seu exercício físico.




Trabalhe como se fosse viver eternamente, porém, viva a vida pois a morte é inevitável. "Mais importante que acrescentar anos à vida é acrescentar vida aos anos". Preocupe-se com sua qualidade de vida; 


A espécie humana tem programação genética para viver 120 anos. Seja comedido em todos os seus atos - evite os excessos em todas as atividades. Conheça os limites adequados para tudo que se for realizar. O "segredo" da vida saudável e feliz depende muito de andar, trabalhar, amar e cuidar-se (saúde e alimentação).


Rosmeire Paixão - Personal trainer , professora de Educação física e Homeopata Clássica terapeuta  - Contato whatsapp: 11 985587484

domingo, 22 de setembro de 2019

O envelhecimento não é um processo passivo




Podemos intervir para mudar o resultado.



Se quisermos que o envelhecimento seja uma experiência positiva, uma vida mais longa deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança. A Organização Mundial da Saúde adotou o termo “envelhecimento ativo” para expressar o processo de conquista dessa visão.

O que é “envelhecimento ativo”?
Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas.


O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais. Permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida, e que essas pessoas participem da sociedade de acordo com suas necessidades, desejos e capacidades; ao mesmo tempo, propicia proteção, segurança e cuidados adequados, quando necessários.

A palavra “ativo” refere-se à participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. 
As pessoas mais velhas que se aposentam e aquelas que apresentam alguma doença ou vivem com alguma necessidade especial podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países. O objetivo do envelhecimento ativo é aumentar a expectativa de uma vida saudável e a qualidade de vida para todas as pessoas que estão envelhecendo, inclusive as que são frágeis, fisicamente incapacitadas e que requerem cuidados.

O termo “saúde” refere-se ao bem-estar físico, mental e social, como definido pela Organização Mundial da Saúde. Por isso, em um projeto de envelhecimento ativo, as políticas e programas que promovem saúde mental e relações sociais são tão importantes quanto aquelas que melhoram as condições físicas de saúde. 

Manter a autonomia e independência durante o processo de envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos. Além disto, o envelhecimento ocorre dentro de um contexto que envolve outras pessoas – amigos, colegas de trabalho, vizinhos e membros da família. Esta é a razão pela qual interdependência e solidariedade entre gerações (uma via de mão-dupla, com indivíduos jovens e velhos, onde se dá e se recebe) são princípios relevantes para o envelhecimento ativo. A criança de ontem é o adulto de hoje e o avô ou avó de amanhã. A qualidade de vida que as pessoas terão quando avós depende não só dos riscos e oportunidades que experimentarem durante a vida, mas também da maneira como as gerações posteriores irão oferecer ajuda e apoio mútuos, quando necessário.

Trechos do livro Envelhecimento ativo: uma política de saúde, publicado pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O Gene não envelhece. Se os genes envelhecessem, não seria possível transmitir informações genéticas para a próxima geração




LONGEVIDADE e EPIGENÉTICA

Rosmeire Paixão
Homeopatia e Saúde Integral  

O QUE É EPIGENÉTICA?

MUDANÇAS NO FUNCIONAMENTO DE UM GENE EM RESPOSTA A DIVERSOS FATORES E QUE NÃO ALTERAM A SEQUÊNCIA DO DNA, MAS QUE SE PERPETUAM NAS DIVISÕES CELULARES E SÃO HERDADAS PELAS PRÓXIMAS GERAÇÕES.


Temos uma ideia preconcebida a respeito do que são os genes, mas ainda muito a se descobrir sobre eles. Até poucas décadas atrás, o termo hereditariedade era quase um sinônimo de carma ou destino. 
As características dos pais eram consideradas como heranças já certas para filhos sendo consideradas assim imutáveis, hoje este conceito já está sendo um tanto desconsiderado pelo estudo das formas de ativação dos genes.
Pelo fato de muitas doenças terem cunho genético, até então se tinha um sentimento de impotência, de não haver tratamento, ou mesmo forma de evitá-las. 
As novas tendências do estudo da genética mostram que o ambiente e mesmo o psicológico nos faz tanto ativar genes benéficos como desativar genes maléficos à nossa saúde. 

Nós, seres humanos apenas mantemos ativos cerca de 5 a 10% dos nossos genes, ou seja 90 a 95% estão esperando para serem ativados. 

Podemos desabrochar em qualquer fase de nossas vidas, independente da idade. O único obstáculo às nossas realizações é o pensamento negativo: “Não vou conseguir”. 

O pensar negativo viola as leis da natureza. Quando estamos em harmonia com a natureza, com as leis universais, nossos genes trabalham para proteger e estimular a vida.

O pensamento positivo influencia e liga o gene positivo, enquanto que o pensamento negativo influencia e liga o gene negativo e destrutivo. (*Dr. Kazuo Murakami).


COMO FAZER EXPRESSÃO DE SAÚDE? EPIGENOMA 

1. MOVIMENTO – Tanto no sentido físico (ATIVIDADES FÍSICAS), como na vida. MUDANÇAS drástica no ambiente, NA ROTINA e exposição a coisas novas e 
situações diferentes. 
2. ENTUSIASMO E POSITIVISMO PARA TUDO. TUDO É BOM! 
3. NUTRIÇÃO CELULAR – Consumir mais alimento e menos produto alimentício. 
4.COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL – bom relacionamento com várias pessoas de diferentes idades e conhecimentos (troca de informações). 
5.SAIR DA ZONA DE CONFORTO – se colocar numa posição tensa.
6. EVITAR TOMAR MEDICAMENTOS QUÍMICOS AO MÁXIMO. SAÚDE É PREVENÇÃO!


SE O CONHECIMENTO PODE CONTRIBUIR PARA QUE TENHAMOS UMA VIDA MELHOR, ENTÃO DEVEMOS USUFRUIR DISSO IMEDIATAMENTE.  *Dr. Kazuo Murakami, 2008.  
DR. Kazuo Murakami, cientista, geneticista,  recebeu seu doutorado em 1963 na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Kyoto . Depois disso, ele se envolveu em um projeto de pesquisa na Universidade de Oregon e professor assistente na Universidade Vanderbilt, antes de ser professor na Universidade de Tsukuba, uma das principais universidades do Japão. Ele fundou o Instituto para o Estudo do Relacionamento Mente-Gene . Hoje é professor emérito da Universidade de Tsukuba. uma das principais universidades do Japão.
Entre suas maiores realizações científicas está a descriptografia genética da renina , uma enzima chave para a causa da hipertensão .




quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

A Revolução da Longevidade

O que significa envelhecer nos dias de hoje?

Nós temos o privilégio de viver hoje a revolução da longevidade: quando o número de idosos caminha a passos largos para superar o número de crianças e propõe uma reinvenção do conceito do que é ser idoso.


O envelhecimento da população no Brasil e no mundo é um grande desafio pois estamos vivendo MAIS ANOS mas não necessariamente com qualidade.



Assim como uma poupança em dinheiro, devemos também “poupar” nossa saúde para o envelhecimento com qualidade. Através de simples MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA nós podemos conseguir este objetivo.


Veja o contexto brasileiro: 
  • O Brasil é um dos países que envelhecem mais rápido no mundo;
  • A cada ano, nossa expectativa de vida aumenta em 3 meses;
  • Nos últimos 20 anos, o número de idosos dobrou;
  • E nos próximos 20 anos, vamos dobrar a proporção de idosos na população;
  • Essa população acima de 60 anos, hoje, já representa 30% do mercado consumidor no Brasil – a chamada economia da longevidade que tem um enorme potencial de crescimento.
Segundo o especialista em envelhecimento, presidente do Centro Internacional da Longevidade, Alexandre Kalache, é preciso uma adaptação geral – tanto de quem já virou idoso, mas tb de quem está a caminho disso. Porque a gente não envelhece só quando se aposenta. É preciso transformar o modo como a gente planeja o nosso curso de vida. Se antigamente, a sequência natural era:

– Nascer, aprender, trabalhar e ter filhos (ou ter filhos e trabalhar), se aposentar e morrer (pouco tempo depois)…

Hoje, o aprendizado precisa ser um processo contínuo (para a vida inteira) e nós devemos nos preparar para mudar de carreira mais de uma vez ao longo da vida que será ativa até muito mais tarde. Afinal de contas, as tecnologias estão promovendo a prevenção e o tratamento mais efetivo das doenças e essa a integração social, intergeracional que promove o bem estar e a qualidade de vida. As pessoas encontram meios de superar as limitações impostas pela idade e estão derrubando estereótipos (não se definem por faixa etária). 
E você? Como se imagina com 85 anos? Trabalhando, praticando esportes, viajando, curtindo os netos e a família? Aposto que ninguém se imaginou num hospital geriátrico. Mas pra isso, é preciso começar hoje a se planejar para esse futuro desde cedo porque isso é uma realidade.

Texto adaptado de Patrícia Travassos - Globo News

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Número de idosos cresce 18% em 5 anos e ultrapassa 30 milhões




A população brasileira manteve a tendência de envelhecimento dos últimos anos e ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios, divulgada hoje pelo IBGE.

Em 2012, a população com 60 anos ou mais era de 25,4 milhões. Os 4,8 milhões de novos idosos em cinco anos correspondem a um crescimento de 18% desse grupo etário, que tem se tornado cada vez mais representativo no Brasil. As mulheres são maioria expressiva nesse grupo, com 16,9 milhões (56% dos idosos), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44% do grupo).

“Não só no Brasil, mas no mundo todo vem se observando essa tendência de envelhecimento da população nos últimos anos. Ela decorre tanto do aumento da expectativa de vida pela melhoria nas condições de saúde quanto pela questão da taxa de fecundidade, pois o número médio de filhos por mulher vem caindo. Esse é um fenômeno mundial, não só no Brasil. Aqui demorou até mais que no resto do mundo para acontecer”, explica a gerente da PNAD Contínua, Maria Lúcia Vieira.





Entre 2012 e 2017, a quantidade de idosos cresceu em todas as unidades da federação, sendo os estados com maior proporção de idosos o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, ambas com 18,6% de suas populações dentro do grupo de 60 anos ou mais. O Amapá, por sua vez, é o estado com menor percentual de idosos, com apenas 7,2% da população.

A dinâmica populacional brasileira traz oportunidades e desafios socioeconômicos. Diante da expectativa de que, em 21 anos, o país dobre seu contingente de pessoas com mais de 65 anos, é necessário discutir o perfil de suas políticas públicas para esse cenário.

Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, lembrou durante evento em Brasília mês passado, que apesar de o envelhecimento populacional ser frequentemente associado aos custos previdenciário e com saúde, é preciso reconhecer e potencializar seus aspectos positivos.

“É necessário compreender que o envelhecimento é o resultado de avanços significativos no desenvolvimento e nas condições de vida dos países. As oportunidades que a demografia apresenta são infindáveis quanto às contribuições de uma população idosa economicamente ativa”, disse.